Antissemitismo — no contexto das sociedades secretas, a teoria conspiratória que afirma que judeus controlam secretamente o mundo ou orquestram a subversão de instituições cristãs e governos ocidentais; uma das mais antigas e letais teorias conspiratórias da história ocidental.
O preconceito contra judeus tem raízes antigas — no Egito helenístico, antes do nascimento de Jesus, egípcios nativos acreditavam que judeus serviam ao deus maligno Set por se recusarem a adorar os deuses egípcios. No início do século XIX, a industrialização perturbou economias tradicionais e destruiu a antiga ordem social; judeus tornaram-se alvo conveniente de frustrações, e sociedades secretas antisemitas emergiram na Alemanha e em outros países. O documento mais influente dessa tradição é os Protocolos dos Sábios de Sião, uma falsificação fabricada pela aristocrata russa e teosofista Yuliana Glinka em Paris antes de 1895 e publicada pela primeira vez na Rússia em 1903. Distribuídos mundialmente após a Revolução Russa de 1917, os Protocolos constituíram o núcleo da propaganda anti-semita em todo o mundo na primeira metade do século XX e forneceram justificativa para o Holocausto nazista. Após a derrota da Alemanha nazista, as formas mais virulentas de antissemitismo tornaram-se socialmente inaceitáveis na maioria dos países ocidentais, mas ressurgiram disfarçadas em teorias conspiratórias que substituem “judeus” por “Illuminati,” “répteis” ou “banqueiros.”