Bavarian Illuminati (Illuminati da Baviera) — a sociedade secreta política mais famosa de todos os tempos, fundada em 1 de maio de 1776 pelo professor universitário Adam Weishaupt na Universidade de Ingolstadt, Baviera, e dissolvida pelo governo bávaro em 1785, mas eternamente ressuscitada em teorias conspiratórias modernas.

Weishaupt era um estudioso das ideias liberais de Voltaire e Diderot que desejava promover o progresso cultural em uma Baviera católica e conservadora. Frustrado com a proibição maçônica de discussões políticas e religiosas, fundou sua própria organização — os Perfectibilistas, rebatizados como Illuminati (“iluminados”) — para criar uma elite de iniciados esclarecidos que se infiltrariam nas posições de influência da sociedade bávara e a transformariam em uma utopia. Em 1779, os Illuminati iniciaram a infiltração de lojas maçônicas por toda a Europa Central. No auge, a ordem contava com cerca de 650 membros que haviam recebido o grau de Illuminatus Minor, distribuídos em colônias na Alemanha, Áustria, Suíça, Boêmia, Hungria e norte da Itália. Cada membro tinha um nome em código: Weishaupt era Espártaco, seu lugartenente Xavier Zwack era Catão. Em 1784, o governo bávaro descobriu a ordem e lançou uma campanha de repressão; em 1786, a polícia bávara invadiu a casa de Zwack e apreendeu centenas de documentos da ordem. Weishaupt fugiu para o exílio. A tese de que os Illuminati sobreviveram clandestinamente e orquestraram a Revolução Francesa — elaborada pelos escritores De Barruel e Robison em 1797 — não tem suporte histórico, mas continua sendo o núcleo de inúmeras teorias conspiratórias modernas.

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