Bruno, Giordano

Bruno, Giordano (1548–1600) — filósofo, matemático, ex-frade dominicano e mago hermético italiano, condenado pela Inquisição e queimado vivo em Roma por heresia, celebrado posteriormente como mártir do livre pensamento e da ocultura.org/encyclopedia/filosofia/” class=”oenc-crosslink” title=”Filosofia”>filosofia hermética.

Nascido em Nola, no Reino de Nápoles, Filippo Bruno ingressou na Ordem Dominicana em 1565, tomando o nome Giordano. Fascinado pelo hermetismo renascentista e pelas obras de Nicolau de Cusa e Copérnico, desenvolveu cosmologia de universo infinito com inúmeros mundos habitados — ideias incompatíveis com a doutrina eclesiástica. Fugiu do convento em 1576 após suspeitas de heresia e passou as décadas seguintes viajando pela Europa (Genebra, Paris, Londres, Praga, Frankfurt), ensinando nas universidades e publicando obras sobre magia hermética da memória, cosmologia e filosofia. Em Londres (1583–1585) teve contato com círculos elisabetanos que incluíam Philip Sidney e possivelmente membros da Escola da Noite. Sua obra mais influente no contexto ocultista é De Magia e o ciclo de diálogos italianos sobre o infinito. Retornando imprudentemente à Itália em 1591, foi preso pela Inquisição veneziana em 1592 e transferido para Roma, onde após oito anos de processo recusou-se a abjurar suas teses. Foi queimado vivo na Campo dei Fiori em 17 de fevereiro de 1600. Frances Yates, em Giordano Bruno and the Hermetic Tradition (1964), argumentou que o núcleo do pensamento de Bruno era essencialmente mágico-hermético, não científico no sentido moderno — tese influente mas debatida entre historiadores.

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