Crata Repoa — texto ritual publicado anonimamente em Berlim em 1770, descrevendo uma suposta ordem de ocultura.org/encyclopedia/iniciacao/” class=”oenc-crosslink” title=”Iniciação”>iniciação egípcia antiga de sete graus; apesar da alegada origem egípcia, o ritual é inequivocamente maçonaria de altos graus do século XVIII, sem qualquer semelhança com rituais genuinamente egípcios.
O Crata Repoa foi publicado como texto ritualístico de uma suposta “ordem suprema da iniciação egípcia antiga” composta de sete graus. Em 1770, o egípcio antigo ainda não havia sido decifrado (a Pedra de Roseta só seria descoberta em 1799 e decifrada em 1822), de modo que os autores podiam alegar livremente origens egípcias para qualquer sistema simbólico. Uma análise do conteúdo ritual, porém, revela maçonaria especulativa de altos graus padrão do século XVIII, sem qualquer correspondência com práticas rituais egípcias documentadas. A história de origem egípcia é portanto mais um exemplo do fenômeno das “origens fictícias” — narrativa fundacional inventada comum às ordens iniciáticas do período. Apesar disso, o texto teve influência considerável: grupos de ocultistas franceses do século XIX trabalharam os rituais do Crata Repoa, e a Ordo Templi Astarte, ordem mágica americana atualmente ativa, utiliza o sistema Crata Repoa como base de seu próprio sistema de iniciação.