Constance Mary Wilde, nascida Lloyd (1858–1898) — socialite, escritora e reformadora do vestuário feminino, esposa do escritor Oscar Wilde, iniciada na ocultura.org/encyclopedia/ordem-hermetica-da-aurora-dourada/” class=”oenc-crosslink” title=”Ordem Hermética da Aurora Dourada”>Ordem Hermética da Aurora Dourada em novembro de 1888 — entre os primeiros membros da Ordem recém-fundada —, tomando o lema latino Qui patitur vincit (“quem sofre, vence”).

Constance Lloyd casou-se com Oscar Wilde em 1884, e o casal estabeleceu residência em 16 Tite Street, Chelsea, que se tornou um dos salões mais frequentados do movimento estético londrino. Constante colaboradora de causas progressistas, Constance foi figura ativa no movimento pela reforma da moda feminina — opondo-se ao espartilho e à crinolina em nome da saúde e da estética —, tendo contribuído para periódicos como o Rational Dress Society Gazette. Em novembro de 1888, com a Aurora Dourada ainda no primeiro ano de existência, Constance foi iniciada no templo Isis-Urania. Um memorando administrativo da Ordem nota que sua adesão estava “em abeyance” (suspensa), não em razão do escândalo do julgamento de Oscar Wilde em 1895, mas provavelmente em consequência da polêmica anterior causada pela publicação do romance O Retrato de Dorian Gray (1890). Em outubro de 1892, já afastada da GD, ingressou na Society for Psychical Research.

W. B. Yeats, com quem o casal Wilde tinha contato social frequente, é apontado como o mais provável responsável pela indicação de Constance à Ordem. Conhecia os ambientes esotéricos de Londres e era na época um dos mais ativos membros da Aurora Dourada. O julgamento de Oscar em 1895, seguido de sua prisão, destruiu a reputação da família: Constance exilou-se na Suíça com os filhos sob um nome diferente (Holland). Morreu em Gênova em 1898, após uma operação na coluna. Suas cartas e o relato de sua vida foram compilados por biógrafos recentes, sendo a mais abrangente das biografias Constance: the Tragic and Scandalous Life of Mrs Oscar Wilde, de Franny Moyle (2011).

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