Babalon

Na imagem, o ATU O Tesão (BABALON montada sobre a Besta, o Leão Solar)

Babalon é reconhecida sob várias denominações, incluindo a Mulher Escarlate, a Grande Mãe e a Mãe das Abominações. Ela é simbolizada pela imagem de uma prostituta divina e é frequentemente associada ao Cálice ou Graal, que serve como seu emblema principal. Babalon tem como consorte a entidade conhecida como Caos, descrito como o “Pai da Vida” e representante masculino do Princípio Criativo. Esta figura é muitas vezes retratada portando uma espada e montada na Besta, uma conexão com a qual Aleister Crowley se identificava. Segundo as palavras de Crowley, Babalon é vista cavalgando a Besta, com a paixão que os une simbolizada pelas rédeas em sua mão esquerda. Em sua mão direita, ela eleva o cálice, representando o Santo Graal, ardente com as chamas do amor e da morte, contendo os elementos do sacramento da era (conforme descrito no Livro de Thoth). De uma perspectiva mais ampla, Babalon simboliza a emancipação feminina e a expressão completa do desejo sexual.

Babalon ou A Grande Puta da Babilônia representa um conceito feminino de liberdade sexual, ação e poder da mulher, oprimida no Æon de Osíris e soberana no de Ísis. A característica de liberdade não é feminista, e sim de igualdade ao homem. O nome deriva do Apocalipse de São João, porém com a grafia diferente (da original Babylon/Babilônia a Grande, Mãe das Abominações) proveniente da experiência de Frater V.V.V.V.V. na Visão e a Voz, 10º Æthyr. Babalon em enoquiano significa “perversa”, e “prostituta” é “babalond”.

O Selo da A.·.A.·. é o Selo de Babalon:

“Este foi um nome que ela escolheu enquanto meio ébria, como um plágio da lenda teosófica, mas contendo muitas das nossas letras-números-chaves dos Mistérios; também, o número de pétalas do mais sagrado lótus. Sua soma é 1001, que é também Sete vezes Onze vezes Treze, uma série de fatores que pode ser lida como: o Amor da Mulher Escarlate pela Magia produz Unidade, em hebraico Achad. Pois 7 é o número de Vênus, e o Nome secreto de sete letras de minha concubina BABALON é escrito com Sete Setes, assim:
77 + 7 +7/7 + 77 = 156, o número de BABALON.”
Equinócio dos Deuses

Este número equivale a Zion, a Montanha Sagrada e a Cidade das Pirâmides. Observando-se o sistema Enoquiano de John Dee, veremos que cada tabela de anjos, contém 156 pirâmides.

Para outras informações ver anima, cartas XI e II , os trabalhos de Soror Nema, Liber 333 , cap.49, e os comentários de Crowley sobre o Livro da Lei.

Trecho extraído do 777

” O caso de Vênus é um excelente exemplo (nota: o símbolo de Vênus é o único símbolo planetário que representa todas as dez sephiroth). Vênus é astrologicamente usada como um termo sintético dos aspectos femininos da Divindade. Possui muitas representações: Vesta, Ceres, CIbele, Ísis, etc. A principal distinçaõ a ser feita é relativa a Lua; e o mais difícil nisso tudo, é que os símbolos sempre se sobrepõe. É através da harmonização e transcendência de tais barreiras que o estudante alcança a concepção metafísica do que é perfeitamente positivo e lúcido por um lado e por outro liberto das Leis da Contradição. Lua = Gimel = 3. Trivia é um dos nomes de Diana.
A vida da mulher é dividida em três fases: antes, durante e depois do período da menstruação. (1) a Virgem, (2) a Esposa e Mãe, (3) a Bruxa. Na (3) a mulher não pode mais realizar a sua função natural, tornando-se então a maldade do desespero. Daí a associação com Bruxa ou Feiticeira. (1) é representada por Diana, a caçadora virgem (lendas de Atalanta, Pan, Actaeon, Endymion, Persephone, etc) Hebe, Pallas Atena, Pythia e Sybils, etc. A função da virgem é inspiradora. (2) é relacionada com Vênus, Ceres, Cibele, Kwannon, Sekhet, Hathor, Kali, Aphrodite, Astarte, Ashtoreth, Artemis do Ephesians e muitas outras deidades femininas. (3) é um símbolo maligno. Hecate e Nahema são as principais representantes do conceito.
Perceba que existem certos demônios da natureza de Venus Aversa, símbolo do mal nascido da distorsão ou supressão deste princípio. São eles Echidna, Lilith, a enfurecida Afrodite de Hipólito, a Vênus de Hörsel em Tannhäuser, Melusina, Lamia, alguns aspectos de Kali, Kundry, o lado malicioso da Rainha Mab e a natureza geral da Fada.
O estudante deve ter esses símbolos gravados na cabeça e transcender suas incompatibilidades, não rompendo os limites característicos das mesmas, mas compreendendo que cada uma representa uma manifestação fenomenal do supremo princípio que chamamos Nuit, Teh, Shakti, He, Isis, eletricidade de polaridade positiva, o espaço infinito, possibilidades, etc, em conjunção com um grupo particular de circunstâncias”.