Comitê dos 300 — suposta sociedade secreta de aristocratas satanistas que, segundo teorias conspiratórias modernas, controlaria o Clube de Roma, o Conselho de Relações Exteriores, os Illuminati da Baviera e outros grupos de élite, governando o mundo a partir das sombras; sem qualquer evidência histórica de existência real.
O conceito do “Comitê dos 300” originou-se, paradoxalmente, de uma observação banal. Em 1909, o industrial judeu-alemão Walther Rathenau publicou um artigo criticando monopólios industriais, comentando que a economia europeia estava sob controle de cerca de 300 homens que todos se conheciam. A frase foi republicada em seu livro Zur Kritik der Zeit (1921) e caiu nas mãos de antissemitas alemães logo após a primeira publicação dos forjados Protocolos dos Sábios de Sião. O general Erich von Ludendorff reinterpretou os “300 homens” como os chefes de uma conspiração judaica mundial — propaganda que contribuiu para o assassinato de Rathenau por fanáticos de direita aliados ao nascente Partido Nazista em 1922. Nas décadas seguintes o Comitê dos 300 tornou-se ocultura.org/encyclopedia/elemento/” class=”oenc-crosslink” title=”Elemento”>elemento fixo das teorias conspiratórias europeias. A obra Conspirator’s Hierarchy: The Story of the Committee of 300 (1992), de John Coleman, descreve o Comitê — também chamado “os Olimpianos” — como uma sociedade secreta de aristocratas satanistas que patrocinam o Clube de Roma, controlam o CFR e identificam-se com os Illuminati da Baviera e os mistérios dionisíacos. Nenhuma evidência histórica ou documental da existência do Comitê foi jamais apresentada.