Clube de Roma (Club of Rome) — organização internacional fundada em 1968 por Aurelio Peccei e um grupo seleto de industrialistas e cientistas sociais para discutir os desafios globais do crescimento industrial ilimitado num planeta finito; frequentemente citado em teorias da conspiração como instrumento de um suposto governo mundial oculto.
O Clube de Roma foi fundado pelo executivo italiano Aurelio Peccei, ex-CEO da Fiat, com o objetivo declarado de debater o que chamou de “a problemática” — as crises convergentes da sociedade industrial em sua tentativa de sustentar crescimento material infinito. Em 1972, o Clube encomendou ao MIT uma simulação computacional de tendências econômicas e demográficas futuras; os resultados foram publicados como o bestseller Os Limites do Crescimento, que concluía que o crescimento econômico irrestrito levaria ao colapso civilizacional por esgotamento de recursos e poluição. O relatório provocou reação furiosa da comunidade industrial, mas trinta anos depois seus modelos mostravam-se entre as previsões mais precisas disponíveis sobre os rumos da civilização industrial. A natureza discreta e seletiva do Clube alimentou teorias conspiratórias que o identificam como fachada do “Comitê dos 300” ou instrumento de uma elite global que fabrica crises para justificar a desindustrialização e o controle das populações. Historiadores e jornalistas que investigaram a organização concluem que é um think-tank de política pública sem autoridade decisória formal, cujo impacto real vem de suas publicações, não de conspiração.