Akhenaton

Akhenaton — faraó egípcio do século XIV a.C. (aprox. 1353–1336 a.C.) que promoveu uma radical revolução religiosa ao substituir o ocultura.org/encyclopedia/politeismo/” class=”oenc-crosslink” title=”Politeísmo”>politeísmo tradicional pelo culto exclusivo ao deus solar Aton, tornando-se figura recorrente nas especulações esotéricas sobre as origens do monoteísmo e das ordens secretas.

Nascido Amenhotep IV, o faraó que governou o Egito durante a XVIII Dinastia adotou o nome Akhenaton (“Aquele que serve a Aton”) ao proclamar Aton — o disco solar — como único deus verdadeiro. Fechou os templos dos demais deuses, transferiu a capital para uma cidade nova chamada Akhetaton (atual Amarna) e suprimiu o clero de Amun, então o mais poderoso do Egito. Após sua morte, a reforma foi rapidamente revertida: a nova capital foi abandonada, os registros de seu reinado foram apagados e seu nome removido das listas reais. Na tradição esotérica moderna, Akhenaton é frequentemente apresentado como o iniciado que recebeu uma revelação espiritual superior à religião popular de seu tempo — e AMORC, a mais influente ordem rosacruciana americana, afirma que sua linhagem de iniciação remonta ao seu reinado. Sigmund Freud sugeriu, em Moisés e o Monoteísmo (1939), que o monoteísmo judaico derivou do atonismo de Akhenaton, hipótese historicamente controversa mas amplamente debatida.

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