American Protective Association (Associação Protetora Americana) [APA] — sociedade secreta anticatólica fundada em Clinton, Iowa, em 1887, que chegou a reunir entre um e dois milhões de membros nos Estados Unidos na década de 1890 em torno de uma agenda de restrição à imigração e oposição à influência da Igreja Católica na política americana.
A APA surgiu em um período de intenso conflito cultural nos Estados Unidos, marcado pela chegada de grandes contingentes de imigrantes irlandeses, italianos e poloneses — em sua maioria católicos — que transformavam a composição religiosa do país. A organização temia que a lealdade desses imigrantes ao Papa comprometesse sua fidelidade à república americana. Entre suas demandas estavam a remoção de isenções fiscais para igrejas católicas, a inspeção pública de conventos e monastérios e a proibição de nomeação de católicos para cargos públicos. Diferente do revival da Ku Klux Klan após a Primeira Guerra Mundial, a APA admitia homens negros como membros plenos nos estados do norte — embora no sul organizasse conselhos separados para negros e brancos. No auge de seu poder, contava com 20 membros no Congresso dos EUA. Com o início da Primeira Guerra Mundial, o movimento declinou rapidamente, cedendo espaço para outras formas de nativismo americano.