Druidas — casta de sábios, sacerdotes, juízes e lordes do conhecimento das sociedades celtas da Europa pré-romana, responsáveis pela guarda da tradição oral, pela condução dos rituais religiosos, pelo ensino e pela arbitragem de disputas; extintos como instituição organizada sob a pressão da conquista romana, foram amplamente reinventados pelo romantismo moderno.
As principais fontes sobre os druidas históricos são os escritores gregos e romanos — César, Estrabão, Plínio, Tácito —, todos observadores externos com agendas próprias. Segundo eles, os druidas formavam uma casta educada que levava até 20 anos de estudo oral para dominar o corpus de conhecimento sagrado, transmitido exclusivamente pela memória. Presidiam sacrifícios e rituais (incluindo, segundo fontes romanas, sacrifícios humanos — dado debatido pelos acadêmicos), funcionavam como mediadores entre humanos e divindades, e possuíam autoridade que transcendia fronteiras tribais. Sua supressão pelo Império Romano culminou na destruição do centro druídico da ilha de Mona (atual Anglesey, País de Gales) pelo general Suetônio Paulino em 61 d.C. A história moderna dos druidas é, em grande parte, a história do ocultura.org/encyclopedia/renascimento-druidico/” class=”oenc-crosslink” title=”Renascimento Druídico”>Renascimento Druídico — a reconstrução imaginativa de uma tradição fragmentada. Isso não diminui a importância das organizações druídicas contemporâneas como veículos de espiritualidade, identidade cultural celta e ecologia sagrada.