Identidade Cristã (Christian Identity) — movimento teológico-político de extrema-direita norte-americano surgido nos anos 1940–1950, que prega ser os anglo-saxões e outros europeus brancos os verdadeiros israelitas bíblicos, combinando racismo branco com ocultura.org/encyclopedia/fundamentalismo/” class=”oenc-crosslink” title=”Fundamentalismo”>fundamentalismo bíblico e teorias de conspiração antissemitas.
O movimento Christian Identity deriva do “Israelismo Britânico” do século XIX — doutrina que identificava os britânicos como descendentes das Dez Tribos Perdidas de Israel. Nos Estados Unidos, essa doutrina foi radicalizada a partir dos anos 1940 por pregadores como Gerald L.K. Smith e Wesley Swift, que adicionaram antissemitismo explícito: judeus foram redefinidos como descendentes de Satã (via a narrativa de Eva e a Serpente no Éden) ou de Caim, enquanto povos não-brancos seriam “pré-adâmicos” sem alma completa. A teologia da “Identidade Cristã” forneceu justificativa religiosa para o suprematismo branco e influenciou numerosas organizações violentas: a Bruders Schweigen (The Order), a Posse Comitatus, e vários grupos de milícias dos anos 1990. O movimento é descentralizado, sem organização central, funcionando através de igrejas independentes, redes de rádio e publicações. É considerado pelo FBI como fonte de inspiração para terrorismo doméstico nos Estados Unidos.